sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Entrevista Vanessa Brunt

Olá Leitores,  tudo bem ?
A Bella Pagina tem o maior prazer em dizer que fizemos uma entrevista com a Vanessa Brunt. Ela é uma pessoa muito simpática, educada, e linda!

*Pra quem ainda não a conhece Vanessa Brunt é apaixonada por metáforas, seu interesse pela poesia começou aos nove anos de idade, escrevendo em papeis suas indagações. Sentimentos e reflexões.
Foi em 2013 que seu primeiro livro “Entre Chaves” .
“ Depois Daquilo” será seu próximo livro. ( O lançamento será em breve ) 






Entrevista
Bella Pagina: Qual foi a sua maior inspiração para escrever seus livros? 
Vanessa Brunt: A minha maior inspiração é sempre o que sinto, e dentro disso circulam todas as outras. Ninguém tem apenas uma inspiração, tudo sempre é uma teia. E na minha cabem as pessoas, os relacionamentos, as memórias... É claro que nunca um presente é agora sem ter tido um antes, então até algo que passei há anos irá interferir no que vou escrever. Irá ser mesclado, obviamente, com o que estou sentindo. A minha paixão é ler gente e entender mais de mim e dos outros através dos meus desabafos escritos, é observar que tantos peitos encontram fragmentos deles no que passei, no que li de mim e de alguém, e que assim, passam a ler mais de si também. Claro que quando escrevo algo que sai um pouco das minhas crônicas e poesias (nas quais escrevo sempre sobre fatores reais), como uma estória (o que é mais raro), as inspirações são mais voltadas para desejos utópicos meus, porém sempre há pedaços de seres, lugares e dias reais inclusos em tudo o que transponho em letras. A maior graça de uma arte é a verdade, até quando se cria grande porcentagem. Se não está acreditando naquilo, pondo e achando pedaços de si, se aquilo não acresce as suas crenças e os seus entendimentos, de nada valerá.

Bella Pagina: Sua paixão pela literatura começou em que momento de sua vida? E qual foi seu primeiro livro a ser lido? 
Vanessa Brunt: Não sei ao certo quando passei a ter tal encanto pelo universo literário, acho que escrever e descobrir o poder terapêutico que esse registro tem (tanto para quem lê, como para quem escreve), como deve ser a sensação em qualquer que seja a sua escolha profissional, foi o que mais causou um intenso e imenso interesse em mim pela leitura. Porém, desde quando nem lembro, a paixão pela interpretação das mensagens de qualquer estorinha que eu escutava, já existia. Essa necessidade de entender além do óbvio, de catar as entrelinhas mais intrínsecas, sempre tive em todos os tipos de leituras: filmes, composições musicais, etc.
Portanto, não lembro o primeiro livro que eu realmente peguei para ler pela primeira vez, mas lembro de um que marcou a minha infância. O nome era “O Livro Das Virtudes Para Crianças”, e eu não desgrudava dele. Eu e o meu pai fizemos, na época, um trato de que todos os dias antes de dormir eu iria ler um pouco e então, falaria sobre o que achei da mensagem geral retirada de tais interpretações. Foi uma fase fundamental para uma melhor consciência crítica e para aguçar essa fome metafórica que sempre tive em mim. 

Bella Pagina: Quais incentivos seus pais deram para que você continuasse com seus sonhos?
Vanessa Brunt: Meus pais estavam acostumados com as minhas “distribuições de cartas” que aglomeravam poemas e textos para pessoas que eu gostava, fossem apenas para expressar meus sentimentos por elas ou para aconselhá-las sobre algo que as via passando por, e achava entender sobre, unindo meus “antigos sentimentos e vivências “ (como era idosa essa garota! – Risos -) ao que estava observando. Eles me viram crescer criando peças de teatro, escrevendo músicas e poesias cotidianamente e encaixando a escrita em tudo na minha vida! Fosse em instantes de alegria ou de ou em decepções. Então, por tudo isso, eles sempre souberam que eu ia iria fazer algo relacionado a esse âmbito. E além de não ter sido surpresa, eles sempre tiveram uma relação super amigável comigo. Sempre tive abertura para desabafar com eles e pedir conselhos sem a necessidade de sentir que estava presa somente às limitações alheias. Então, eles sempre me impulsionaram para que eu optasse por algo que eu sentisse que fizesse parte de quem sou. Ouvia os conselhos deles entendendo que apesar dos tais, sou livre para fazer as minhas escolhas, como todos somos quando não deixamos rastros de mal caratismo para trás. Portanto, sentia também o meu dever para administrar as renúncias e consequências geradas a partir das minhas seleções. Logo, o incentivo para seguir o caminho que optei foi imenso, repleto de emulsionamentos para que participasse de concursos, para que guardasse todos os meus escritos com cautela (o que não acontecia, porque sempre perdia um ou outro), etc. Mas esses incentivos vieram com alguns alardes, como o fato de ter que tomar cuidado para não esquecer da importância de um emprego fixo, de uma renda de base. E essa ideia de ter garantias é básica, contanto que faça algo que esteja dentro dos seus gostos e dons, obviamente. Se você tem uma base financeira fazendo o que gosta, ainda que não com a totalidade que gostaria, você vai ter a possibilidade, de com isso, produzir diversos fatores de mais completude. Por isto, faço a minha faculdade e prossigo, em conjunto, entregue ao compartilhamento da minha arte, que cometo porque faz parte de mim, porque desentala meu coração. Uma coisa abre portas para outras e temos que saber enlaçar.
Graças a minha escrita é que pude e posso entender quem sou e ter aquele ar de “tudo bem que hoje deu tudo errado, isso é algo que pode ser muito melhor e maior e que faz parte de você, isso é um pedaço da sua essência, que leva ao que você faz com gosto. Isso ninguém pode tirar e é que por isso que você vai continuar nessa área”. Por este motivo é que afirmo que com ou sem o ânimo dos outros, o importante mesmo é não se permitir frustrar pela não busca de uma aspiração, porque quem vai ter que aguentar os perrengues de uma profissão que não traz completude para o seu ser, é você. Quem vai ter que suportar o “e se”, é você. Mais ninguém. Por mais que pareça óbvio, é bom lembrar que só quem vai viver todos os pedaços do seu futuro é você, e a hora de começar o seu sonho é sempre já.

Bella Pagina: Qual foi seu maior objetivo para criar o livro “Entre Chaves”?
Vanessa Brunt: O “Entre Chaves” aglomera escritos que estavam, literalmente, entre chaves nas minhas gavetas. Poemas, frases e afins, que basicamente nenhum familiar ou amigo tinha ainda visto. A vontade de reunir esses desafogos mais antigos, surgiu pelo fato de ser o meu primeiro livro solo. Já que até então, havia lançado apenas coletâneas poéticas com outros autores, nas quais fui a autora principal. Passei a observar a quantidade de pessoas que admiravam os meus sentimentos escritos e que estavam sendo acolhidas e ajudadas através da identificação e/ou reflexão causada por eles, então com a intenção de encetar de forma com que meus leitores conhecessem melhor a minha história, meu passado, podendo acompanhar minhas experiências de livro em livro, crescendo comigo de maneira com que eu estivesse ainda mais próxima deles, foi que fiz tal mesclagem no “Entre Chaves”.

Bella Pagina: “Entre Chaves” envolve poesias e citações! Qual poesia do livro é a sua favorita? E por quê?
Vanessa Brunt: Nossa, é tão difícil responder esse tipo de pergunta. Não consigo definir um grau mais alto de escolha para nada que escrevo. Tenho uma relação de amor e críticas negativas com todos os meus poemas, textos e afins. A única certeza que tenho em relação a eles, e que faz com que eu não me arrependa de nada que compartilhei em palavras, é o fato de que respeito meus sentimentos, e sei que no momento em que aquilo foi escrito, foi genuíno. Como costumo dizer: Amo o que vivi, amo o que me fez escrever, amo ter escrito, e amo analisar, em alguns trechos, como ainda não tinha certas maturidades e alcances que hoje obtenho. É, inclusive, sobre isso que se trata o poema de abertura do Entre Chaves (o nome do poema: Odiei). Porém, se eu necessitasse escolher agora uma poesia do livro com a qual estou me identificando (porque sim, por vezes ler desabafos meus de anos atrás me ajuda com casos atuais!), seria “Desvanecido assento”, que é simples, mas completa para o meu seguir atual.

Bella Pagina: O Livro “Depois Daquilo“ está com o lançamento dentro de alguns meses. Qual foi a sua inspiração para o livro?
Vanessa Brunt: O Depois Daquilo é uma união de muitas crônicas e frases, com pitadas de poesias que brincam com a escrita de algumas palavras. Logo, já que se trata dos meus escritos cotidianos (textos, poemas e frases), a minha inspiração para cada fragmento teve a sua particularidade, a sua pessoa envolvida... Como para cada história da nossa vida, que ainda que seja repleta de clichês, de temas semelhantes a tantas outras, tem detalhes que as tornam originais e incríveis. Então, o fator de igualdade para a inspiração geral do livro, prossegue sendo os meus abatimentos, revoltas e alegrias, resumindo: os meus “expelimentos” (parece uma criança falando “experimentos” errado, não é? Bom, até que gostei do neologismo e do que ele remete assim. Acabou virando uma boa metáfora).

Bella Pagina: Você poderia falar um pouco mais sobre “Depois Daquilo”?
Vanessa Brunt: Claro! Não paro de falar de dele, e amo (risos)! Então, como eu disse, o Depois Daquilo é essa reunião de frases, crônicas e poesias que escrevi no último ano, ou seja, é um pouquinho de tudo o que tenho vivido, entendido e analisado recentemente. O que mais tem me deixado ansiosa para que os meus leitores tenham logo em mãos, é justamente o fato de ser o meu primeiro livro a ter crônicas em grande quantidade!  O dinamismo da obra, mesclando a variedade da minha escrita, dos menos aos mais extensos, dos ditos “mais rebuscados” aos “de linguagem mais cotidiana”, é o que está mais causando fervor em mim. O fato, como acho imprescindível ratificar, é o de que nunca coloco uma palavra ou vírgula sequer para impressionar ou cativar intencionalmente nos meus destrinchares, isso seria forçar, e esse tipo de tentativa tira a verdade que existe em uma arte. Deixo que as palavras saiam como a sensação ordenar, e acho que no Depois Daquilo essas diferenciações de uma forma de expelir para outras, ficam mais nítidas. 

Bella Pagina: Qual é seu objetivo para daqui alguns anos? Pretende continuar com a escrita dos livros em formas de poesias, citações e crônicas? 
Vanessa Brunt: Adoro quando perguntam isso! Porque, obviamente, poemas, frases e crônicas são os meus “escritos de cada dia”, são os meios em que mais desabafo e nos quais escrevo por necessidade, pelo que vem dos pontos impulsivos das minhas releituras de vida. Mas sou apaixonada por criar contos e estórias, a criação sempre tem pedaços das nossas verdades, dos nossos desejos utópicos, de sons escondidos que ecoam. Sou encantada pelo universo místico e adoro pensar no fato de que a magia existe. Existe na força que nem sabíamos ter por nós mesmos, nas nossas superações, nos feitos que alcançamos pela força que criamos por outro alguém, no jeito esplêndido que o ser humano tem de provar que o impossível é apenas um caminho ilusório para a distância do que ainda não conseguimos alcançar. Então, sim! Tenho muita vontade de lançar livros de ficção, por mais que eu prossiga com a consciência de que a minha maior quantidade de obras sempre será voltada aos meus alívios (que é o que tudo torna-se um dia, ainda que em apenas alguns momentos). Estou, inclusive, escrevendo há um tempo uma estória com a qual estou cada vez mais envolvida! O problema é que escrever um poema ou uma crônica, para mim é tiro-e-queda. É “sento e desabo”, respeitando o que senti e o que saiu através dos meus sentimentos. Não mudo nada, nenhuma palavra. Apenas sinto o expurgar e o permito como for. Em uma ficção fico mais crítica, crio algo novo o tempo inteiro e tendo a achar que nunca vou terminar, porque sempre vou ter alguma nova criação dentro daquela estória... É um universo inteiro e infindável para desvendar. Então, agora estou focada no que sempre vou escrever, que são meus textos e poemas, mas afirmo que pode vir, em breve, alguma obra nessa linha mais imaginativa.

Bella Pagina: Quais autores foram a sua maior inspiração?
Vanessa Brunt: Como já foi dito, procuro a minha inspiração nas minhas conversas com quem reflete comigo, com quem desabafa comigo, nas pessoas ao meu redor e nas trocas que um ser humano permite para com o outro. Assim, ela está no que vivo e observo, no que treme as minhas teses e sentimentos dentro das minhas vivências. Contudo, é claro que o que lemos e ouvimos, abstraímos de alguma maneira. Ainda que discordemos, algo ficará, seja a ratificação mais aprofundada do que achamos, a desconstrução do que achávamos ou um acréscimo, inovação, etc. E, bom, admiro vários autores, desde os mais abrangentes, como Paulo Leminski, até os mais sentimentais, como a letrista Taylor Swift.

Bella Pagina:  Seu Hobby favorito?
Vanessa Brunt: Depois de escrever, fico dividida entre ver filmes, séries e ouvir músicas. Afinal, são formas de leituras, e são algumas das minhas prediletas. Adoro fazer maratona de séries nos feriados. Mas posso cometer o risco, sem temores, de afirmar que deitar meus ouvidos em músicas com boas letras, com poesias, é o que mais gosto! Acho magico ler um poema, no qual você pode criar a sua própria melodia, o ritmo com o que você traz de si e do que viveu, é claro. Porém amo demais também fechar os olhos e ouvir uma melodia que acompanha bem os sentidos metafóricos de uma boa composição, de uma intensa composição na qual (e com a qual) eu possa me identificar. Quando estou com sentimentos entalados, que ainda não foram para o papel, essa é uma das minhas formas de “escrever antes de escrever”, porque é lendo a mim e ao mundo que escrevo e é escrevendo que leio a mim e ao mundo. Penso, nessas horas, como é maravilhoso saber que essa é a mesma sensação que meus sentimentos em palavras causam em tantas outras vidas, e é isso o que mais dá sentido ao compartilhamento de cada angústia, tristeza e/ou glória que vivo e anoto.

Bella Pagina: Uma citação que marcou muito a sua vida? Ou que você goste!
Vanessa Brunt: Acho que essa frase já virou clichê, mas ela carrega uma simplicidade pesada e uma mensagem que não envelhecer, que é: “Não sabendo que era impossível, foi lá e fez”.

Bella Pagina: Deixe um recado para seus fãs que estão ansiosos pela chegada do livro “Depois Daquilo”.
Vanessa Brunt: Sempre vou desejar que vocês lembrem que uma palavra, um ato, um olhar, um detalhe: muda tudo. Tudo tem suas particularidades, os pontos que tornam aquilo único. E é por esse ângulo que espero que sempre procurem, olhando para as metáforas de todas as coisas, para um objeto que, dependendo de como inclinamos a cabeça, significa um mundo inteiro. O meu maior conforto é saber que vou escrever sobre tudo o que passo, e o maior conforto de vocês deve ser algo assim, relacionado aos seus dons e gostos, ao que ninguém pode retirar, a essência: é saber que vocês são quem são! E nisso, vários talentos estão inclusos, vários que o mundo nem imagina a possibilidade da existência e, talvez, nem você ainda saiba. Estão inclusas as várias maneiras de lidar, que só vocês terão. E apesar de tantos pontos únicos, a graça de estarmos sozinhos é que justamente por isso, podemos estar juntos. Então, sinto tanta coisa semelhante ao que vocês já sentiram, falo tanto do que vocês também pensam, e é isso que desejo que continuem a procurar nas minhas palavras, sempre: os pedaços de vocês, com os olhares de vocês, com os encaixes de vocês, com cada um dos corações. É essa troca o que mais amo.
O Depois Daquilo tem frases que escrevi que poderiam ser textos, textos que escrevi que poderiam ser poemas... Mas cada um tem a sua profundidade e muitas minúcias por trás, espero, acima de tudo, é que procurem pelas de vocês e que possam conhecer mais de si, de mim e da sociedade lendo meus fragmentos. Tem muitas dores, revoltas e boas sensações recentes no livro, daquelas que ainda sinto como se fosse hoje, vocês saíram do meu passado com o “Entre Chaves” e vão entrar agora no meu presente. A ânsia para que vocês tenham em mãos todos esses meus diferenciados formatos de escrita em uma só obra, está imensa! E seja através das crônicas, das frases ou das poesias, assim como seja através de um relacionamento, de uma oportunidade ou de uma criação, tudo o que mais faz valer, é o que possa fazer você parar e pensar: “isso não é morno, isso não é comodismo. Isso faz algo ferver, faz algo ser grande, faz sentido, com tido”. E espero que esse seu “tido” esteja em diversas páginas do DD, porque nele estão alguns dos maiores meus.


Bom Pessoal, a entrevista termina por aqui, e espero que vocês tenham gostado! Como eu disse ela é uma pessoa muito simpática, pelo pouco que conheci dela já gostei, o livro dela também é muito bom! recomendo.  Vou deixar aqui a pagina dela pra vocês seguirem, e ficar por dentro de todas as novidades =) Beeijo .
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4 comentários:

  1. Parabéns! A entrevista ficou ótima. Adorei o livro dela.

    Beijos,
    http://postandotrechos.blogspot.com.br/

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  2. AMOOOOOOOOOO A BRUNT! Amo o Entre Chaves e to ansiosa pro DD. Adorei a entrevista. Parabens por conseguir

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